Pronampe e FGI – Mitos na negociação deste contratos
- Pedro Fonseca

- há 3 dias
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Nos últimos anos, os contratos governamentais PRONAMPE e FGI tiveram um aumento expressivo no mercado de crédito, paralelamente, existem várias promessas jurídicas que nem sempre se sustentam. Em muitos casos, existe uma crença de que as ações judiciais são capazes de gerar grandes descontos ou são capazes de obrigar as instituições financeiras a renegociarem as dívidas de forma vantajosa.
Porém, a realidade é que esses casos devem possuir uma estratégia de negociação eficaz e uma certa compreensão do sistema que as financiam.
Antes de qualquer análise, devemos entender que ambos os contratos não seguem a lógica comum das operações de crédito dos bancos, essas operações envolvem garantias públicas, como fundos de garantia, também possuem regras específicas e regulamentadas.
Essa estrutura claramente reduz significativamente a liberdade dos bancos para conceder descontos e gera um desequilíbrio na negociação com as instituições financeiras.
O grande erro da maioria dos profissionais, é comparar estes contratos com contratos comuns como Cédula de Crédito Bancário, Capital de Giro e outros regularmente oferecidos pelas instituições financeiras. Geralmente, descontos expressivos precisam estar atrelados a situações específicas, como contratos que não possuem garantia, juros remuneratórios muito elevados, e principalmente tempo avançado de inadimplência.
Os contratos PRONAMPE e FGI exigem estratégia e propostas inteligentes, é importante que o profissional busque tempo para o endividado garantir um fôlego financeiro, para que consiga reequilibrar a relação entre as partes.
As propostas devem demonstrar clareza na real capacidade de pagamento do endividado e também deve ter lógica com a recuperação de crédito do banco.
Neste sentido, os contratos PRONAMPE e FGI exigem uma abordagem mais sofisticada do que simplesmente judicializar os contratos, pois não existe um “atalho jurídico” que será capaz de gerar grandes descontos, o importante é entender o cenário e a lógica dos bancos em relação às operações.
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